domingo, 21 de junho de 2009

Tio Piluca Conta História






Você tem algum rádio FARNSWORTH??? Conheça então a história dessa importante marca americana na coluna do Tio Piluca desse mês...

Duvidas? Envie seu email para: tiopiluca@gmail.com


Philo Taylor Farnsworth nasceu em 1906 no sudoeste do Utah, em uma cabana feita de toras construída pelo seu avô e começou a se interessar por eletrônica antes dos seus 15 anos de idade. Quando jovem Farnsworth adorava ler a revista Popular Science e livros de ciência em geral. Ao entrar para o colégio, ele já havia convertido a maioria dos aparelhos da família para a energia elétrica. Quando de sua morte deixou mais de 300 patentes dentro e fora dos EUA para dispositivos eletrônicos e mecânicos.

Farnsworth era particularmente interessado na teoria de motores, bem como, nos novos dispositivos como o de Bell, o telefone, o gramofone de Edison e, mais tarde, a televisão. Em 1922, Farnsworth esboçou para o seu professor de física a sua idéia de uma imagem a ser captada por uma válvula a vácuo que poderia revolucionar a televisão.

Nem o professor de Farnsworth, nem ninguém em volta dele já tinham ouvido falar de "televisão", que na década de 1920 significava um dispositivo eletro mecânico em que uma imagem digitalizada por meio de um circuito formado por uma tela com diversos furos, projetava uma pequena reprodução, extremamente instável do que estava sendo digitalizado nesta tela. Farnsworth imaginou uma válvula a vácuo que poderia reproduzir imagens eletronicamente, por meio de um feixe de elétrons, linha por linha, contra uma tela sensível.

Em 1922, Farnsworth entrou para a Brigham Young University, mas quando seu pai morreu dois anos mais tarde, ele teve que aceitar um trabalho nas obras públicas em Salt Lake City para promover o devido sustento de sua família. Porém, nunca abandonou o seu sonho e, em 1926, apoiado financeiramente por alguns amigos começou a trabalhar em São Francisco, desenvolvendo a primeira câmara de televisão, isto em 1927 e fundando a Farnsworth Radio and Television, a partir de uma pequena fabriqueta de caixas de madeira de seu irmão mais jovem, empresa esta, que ao mesmo tempo em que servia de fábrica de produtos eletrônicos, prestava-se como laboratório para as suas experiências. Em 1930, o mesmo ano em que Farnsworth ganhou uma patente para a sua câmera de TV, seus laboratórios foram visitados por Vladimir Zworykin da RCA, que havia inventado uma televisão utilizando um tubo de raios catódicos em 1928 e uma câmera em 1929. Isto levou a uma batalha judicial que durou mais de dez anos, resultando em que a RCA teve que pagar a Farnsworth cerca de um milhão de dólares por licenças de patentes, para TV de varredura, incidindo os respectivos circuitos de sincronismo e contraste.

A partir de então se deu um enorme avanço no campo da televisão e da radiodifusão. Durante a II Guerra Mundial, a “Farnsworth Radio and Television” teve problemas para manter seu ritmo de produção e foi vendida a ITT em 1949. Farnsworth entre outras invenções patenteou o tubo de raios catódicos, um sistema de controle de tráfego aéreo, uma incubadora de bebê, o gastroscópio, sendo o primeiro a estudar o que veria a ser o microscópio eletrônico. Desde a década de 1950, até sua morte, o seu grande interesse passou a ser a fusão nuclear. Na verdade, ele patenteou em 1965 uma série de tubos, chamados de "fusors", que produziam uma reação de fusão em cerca de 30 segundos.

Farnsworth, que nunca teve boa saúde, morreu em 1971 de pneumonia antes que ele pudesse completar o seu trabalho sobre fusão nuclear. Hoje, por meio de cabo, satélite digital e HD-TV, a lembrança de Philo Taylor Farnsworth permanece intensa e inabalável como um dos pais da televisão moderna.

Independente de sua magnífica trajetória de experimentos e conquistas, a “Farnsworth Radio and Television”, deixou inúmeros modelos de rádios e mais tarde de aparelhos de televisão que hoje são muito disputados por colecionadores e apreciadores de rádios antigos. Seus modelos eram bastante sofisticados, aliados a um circuito primoroso que apresentava como diferencial um rendimento superior aos dos seus principais concorrentes.


Tio Piluca é possuidor em sua pequena coleção de um único rádio Farmworth, o clássico modelo ET-060, mas ficaria muito contente se, juntamente com seu dileto sobrinho Indalécio, fosse comunicado da existência de outras unidades em mãos de colecionadores e apreciadores de rádios antigos existentes em nosso país, para tanto podem enviar e-mails diretamente para nós, se possível com fotos dos modelos. Seria muito interessante poder criar uma galeria de Rádios Farmworth existentes entre os nossos colecionadores.

Muito obrigado e até a nossa próxima coluna.


Referência bibliográfica.
-Everton, George; The Story of Television.

Tio Piluca foi gentilmente convidado à colaborar conosco. Faça o mesmo, mande sua estória, fotos do seu rádio antigo para avaliação. Se for uma estória interessante estaremos publicando aqui!!!
officinadoradio@gmail.com

Officina do Rádio Antigo.
(16)3412-6692
officinadoradio@gmail.com

2 comentários:

PY2ANE disse...

Muito bom Indalécio, parabéns!
O conhecimento dos verdadeiros fatos históricos ajuda a reconhecer os verdadeiros pioneiros.
Outro exemplo foi o Padre Landell de Moura que em 1890 patenteou equipamento de radiocomunicação de voz, enquanto que Marconi anos depois é louvado como invantor do rádio! (O "rádio" de Marconi transmitia apenas telegrafia (Morse) e não voz!)
Suadações
Orlando
Ribeirão Pires, SP

Marco Antonio Soares disse...

LINDO RADIO,EU TENHO UM RADINHO DESSE,É UM RABO QUENTE COMO ME INFORMARAM